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ONA Atenção Domiciliar: SUS Melhor em Casa

Programa Melhor em Casa do SUS, instituído pela Portaria 825/2016, opera com lógica diferente do Home Care privado. Não tem classificação HC1/HC2/HC3 - tem modalidades de atendimento e equipes específicas (EMAD e EMAP).

Por isso ONA tem manual específico: ONA Atenção Domiciliar (SUS). Aplicar manual de Home Care privado em SAD (Serviço de Atenção Domiciliar) público gera não-conformidade artificial. Aplicar manual hospitalar genérico, idem.

Vou explicar a estrutura específica do programa, por que EMAD e EMAP são distintas, e como ONA Atenção Domiciliar reflete essa realidade.

O que é o Programa Melhor em Casa

Programa do Ministério da Saúde, financiado pelo SUS, que oferece atenção domiciliar como continuidade do cuidado hospitalar ou alternativa à internação. Componentes:

  • Atende pacientes que precisam acompanhamento domiciliar
  • Reduz tempo de internação hospitalar
  • Articula com APS, hospitais, UPAs e demais pontos da rede
  • Operado por equipes específicas (EMAD/EMAP) implantadas em municípios habilitados

Diferenças centrais vs Home Care privado:

  • Não há classificação HC1/HC2/HC3 - há modalidade I, II, III conforme complexidade
  • Equipes pré-estruturadas com composição definida em portaria
  • Articulação obrigatória com rede SUS - APS, hospitais, UPAs
  • Financiamento federal - tabela própria por equipe implantada
  • Avaliação contínua pelo Ministério da Saúde via sistema próprio

EMAD - Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar

EMAD é a equipe que efetivamente cuida do paciente. Composição mínima conforme Portaria 825/2016:

  • 1 médico (carga horária mínima conforme modalidade)
  • 1 enfermeiro
  • 4 técnicos de enfermagem
  • 1 fisioterapeuta ou assistente social

Cada EMAD atende, em média, 30 pacientes simultaneamente. Modalidades:

  • Modalidade I: atende pacientes que precisam menor frequência de cuidados
  • Modalidade II: pacientes com maior necessidade de cuidados, equipamentos e procedimentos
  • Modalidade III: pacientes pediátricos com necessidades específicas

Composição da EMAD é dimensionada por modalidade.

EMAP - Equipe Multiprofissional de Apoio

EMAP atua em apoio às EMADs. Não cuida diretamente do paciente em rotina - faz matriciamento (consultoria especializada) quando EMAD identifica necessidade.

Composição mínima EMAP:

  • 3 profissionais de nível superior, escolhidos entre: assistente social, psicólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, farmacêutico, odontólogo, pedagogo

Cada EMAP apoia até 3 EMADs. Atendimento integrado: EMAD demanda matriciamento → EMAP avalia → cuidado conjunto registrado.

Articulação com a rede SUS

Diferencial central. SAD não opera isoladamente. Está conectado com:

APS (Atenção Primária à Saúde)

  • UBS é referência territorial do paciente
  • Após alta do SAD, paciente volta pra acompanhamento na UBS
  • Compartilhamento de prontuário e plano de cuidado

Hospitais

  • SAD recebe pacientes do hospital em alta precoce (continuidade do cuidado)
  • SAD encaminha pra hospital quando paciente descompensar
  • Fluxo de admissão/contrarreferência protocolizado

UPAs e SAMU

  • Em emergência domiciliar, SAMU é acionado
  • Pacientes que passam por UPA e podem ser cuidados em casa - encaminhamento pro SAD

Demais pontos

  • CAPS pra paciente psiquiátrico
  • Centros especializados (oncologia, reabilitação, etc)
  • Vigilância sanitária e epidemiológica

ONA Atenção Domiciliar exige articulação documentada. Não basta atender bem - precisa demonstrar conexão com rede.

Plano de cuidado individualizado

Eixo central da operação. Componentes:

  • Diagnóstico clínico-funcional: condição clínica, capacidade funcional, redes de apoio social
  • Objetivos terapêuticos: claros, mensuráveis, pactuados com paciente e família
  • Plano por profissional: ações específicas de cada membro da EMAD
  • Cronograma: visitas, frequência, marcos de avaliação
  • Capacitação da família/cuidador: orientações, treinamento, monitoramento
  • Critérios de alta: quando paciente pode voltar pra UBS, quando precisa internar, quando subir intensidade

Plano é vivo - revisão periódica conforme modalidade.

Por que adotar ONA Atenção Domiciliar

3 motivos práticos:

1. Reconhecimento institucional

Município com SAD acreditado tem reconhecimento de qualidade pelo Ministério. Pode ser usado em propostas de expansão, em discussão de PPI, em editais.

2. Operação madura e padronizada

SAD que opera por intuição tem alta variabilidade entre pacientes. ONA padroniza com qualidade auditável - mesmo cuidado, qualquer EMAD.

3. Articulação rede mais fluida

Operação acreditada articula melhor com pontos da rede. Hospital, UPA, UBS percebem que SAD acreditado é parceiro confiável - encaminhamentos mais frequentes e qualidade maior.

Caminho de implementação

Pra SAD que opera há mais de 18 meses: 12-18 meses até ONA Atenção Domiciliar.

  1. Diagnóstico de prontidão: gap analysis vs cláusulas do manual
  2. Estruturação EMAD/EMAP: composição, capacitação, escalas
  3. Articulação com rede: protocolização de fluxos com APS, hospital, UPA
  4. Plano de cuidado individualizado: modelos versionáveis, revisão periódica
  5. Indicadores de monitoramento: tempo médio de cuidado, eventos adversos, taxa de re-internação
  6. Auditoria interna: cronograma com auditor capacitado
  7. Pré-auditoria opcional
  8. Auditoria de certificação

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Klaus Fuchs
Klaus Fuchs Founder da facilita.etc. 15+ anos liderando gestão estratégica em saúde, educação e organizações sociais. Conduziu acreditações em uma das maiores OSS do Brasil. Escreve sobre o que pratica.

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