ANVISA_RDC36 · Cláusula 2

Núcleo de Segurança do Paciente (NSP)

Texto da norma

**Estabelecer** um Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) como instância obrigatória nos serviços de saúde, responsável por planejar, implementar e monitorar ações voltadas à prevenção de incidentes e promoção da segurança assistencial. **Garantir** que o NSP seja composto por profissionais qualificados, com representação multiprofissional e autoridade para atuar na identificação de riscos, análise de eventos adversos e proposição de melhorias contínuas. **Definir** e **documentar** as atribuições do NSP, incluindo a elaboração de protocolos, a disseminação de cultura de segurança, a notificação de incidentes e a integração com demais áreas do serviço de saúde. **Manter** registros atualizados das atividades do NSP, assegurando rastreabilidade das ações e conformidade com os requisitos desta normativa. ANVISA_RDC36, cláusula 2 · texto integral oficial em ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
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O que isso quer dizer na prática?

A ANVISA exige que a empresa tenha um grupo dedicado (o NSP) para evitar erros que possam prejudicar pacientes — como trocar medicamentos, esquecer protocolos ou falhar em comunicação. Esse grupo não é só "de papel": precisa ter gente de diferentes áreas (médicos, enfermeiros, TI, até RH), poder para tomar decisões e provar que está agindo (reuniões, registros, treinamentos).


Como atender (passo a passo)

  1. Montar o time certo
    • Escolher pelo menos 3 pessoas de áreas diferentes (ex.: 1 médico, 1 enfermeiro, 1 do TI ou qualidade).
    • Definir um líder com autoridade para cobrar ações (ex.: gerente clínico ou de operações).
    • Dica: Se a empresa for pequena, o NSP pode ser o mesmo time da qualidade, mas precisa estar documentado.
  2. Escrever o que o NSP faz (e mostrar para todos)
    • Criar um documento simples (1 página) com:
    • Quem faz parte.
    • O que cada um deve fazer (ex.: "Enfermeiro X analisa notificações de erros de medicação").
    • Como vão se reunir (ex.: toda 2ª quinta-feira, 1h).
    • Divulgar isso no treinamento de novos funcionários e em murais/email.
  3. Agir para prevenir erros
    • Mapear 3 riscos prioritários (ex.: "pacientes caindo no banheiro", "atraso em exames").
    • Criar protocolos curtos para evitar esses erros (ex.: checklist de segurança na alta hospitalar).
    • Treinar as equipes com exemplos reais (usar casos que já aconteceram na empresa).
  4. Registrar tudo
    • Anotar atas de reunião (mesmo que seja no Word ou planilha) com:
    • O que foi discutido (ex.: "Analisamos 2 notificações de erro de dose").
    • Ações decididas + responsável e prazo (ex.: "Dr. Carlos vai revisar o protocolo até dia 20").
    • Guardar comprovantes de treinamentos, emails de cobrança, fotos de murais com alertas.
  5. Mostrar que está funcionando
    • A cada 3 meses, fazer um relatório simples com:
    • Quantos erros foram notificados.
    • Quantos foram resolvidos.
    • O que ainda precisa melhorar.
    • Enviar para a direção e guardar uma cópia.

O que auditor procura como evidência

  • Documento do NSP: Lista de membros, atribuições e frequência de reuniões (pode ser um PDF ou até print de um grupo no Teams).
  • Atas de reunião: Com datas, assinaturas (ou aprovação por email) e ações com donos e prazos.
  • Protocolos criados/atualizados: Ex.: "Protocolo de identificação de pacientes" com versão e data.
  • Registros de treinamentos: Lista de presença ou print de quiz respondido pelos funcionários.
  • Notificações de incidentes: Planilha ou sistema com dados de erros reportados e soluções aplicadas.

Erros comuns

  • Time "de fachada": Colocar pessoas no NSP só no papel, sem envolvê-las (ex.: médico que nunca vai às reuniões).
  • Reuniões sem ação: Fazer atas genéricas ("discutimos segurança") sem definir o que, quem e quando fazer.
  • Esquecer de registrar: Ter ações boas, mas não guardar provas (ex.: treinamento feito, mas sem lista de presença).
  • Focar só em papéis: Criar protocolos bonitos, mas não treinar a equipe ou cobrar o uso no dia a dia.

Requisitos compostos desta cláusula

NSP — composição + portaria + reuniões

  • Portaria de constituição do NSP (mín. 1 evidência)
  • Atas de reuniões do NSP (mín. 1 evidência)

Artefatos sugeridos para evidência auditável

Tipos de documento, processo, registro ou indicador que tipicamente sustentam essa cláusula em auditoria. Cada um é gerado e rastreado dentro do facilita.ia.

TipoArtefatoPor quê
DocumentProcedimento do Núcleo de Segurança do PacienteDefine as atribuições e responsabilidades do NSP conforme exigido pela cláusula.
Business ProcessFluxo de Notificação de IncidentesGarante a rastreabilidade e análise de eventos adversos pelo NSP.
Risk RegisterRegistro de Riscos do NSPIdentifica e monitora riscos à segurança do paciente para ações preventivas.
AuditAuditoria Interna do NSPVerifica a conformidade das atividades do NSP com a normativa.
KpiIndicadores de Desempenho do NSPMonitora a eficácia das ações do NSP na promoção da segurança do paciente.

Como o facilita.ia aplica essa cláusula ao contexto da sua empresa

O Benjamin contextualiza esta orientação para a sua operação, cruza a evidência com outras normas via Cross Intelligence e mantém o rastreamento auditável.

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Aviso. Conteúdo educacional gerado pelo Benjamin (IA do facilita.ia) com base em ANVISA RDC 36/2013 · Segurança do Paciente em Serviços de Saúde. Não substitui leitura do texto oficial, parecer técnico de profissional registrado nem consultoria jurídica. A facilita.etc não é fiscal, organismo certificador nem autoridade competente. Em conformidade com art. 28 do CDC e Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), não prometemos resultado de fiscalização nem ausência de autuação.