Texto da norma
Implemente processos sistemáticos para **monitorar** indicadores de segurança do paciente, incluindo eventos adversos, quase-falhas e não conformidades, com base em critérios definidos e alinhados aos riscos identificados. **Estabeleça** ações de melhoria contínua, fundamentadas em análise de causa-raiz, priorização de riscos e eficácia das medidas corretivas, assegurando sua implementação e acompanhamento. **Garanta** a documentação e a disseminação dos resultados do monitoramento e das melhorias para as equipes envolvidas, promovendo a transparência e o aprendizado organizacional. **Revise** periodicamente a eficácia dos processos de monitoramento e melhoria, ajustando-os conforme necessário para atender aos objetivos de segurança do paciente. ANVISA_RDC36, cláusula 5 · texto integral oficial em ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
O que isso quer dizer na prática?
A ANVISA exige que a empresa fique de olho nos riscos que podem prejudicar pacientes (como erros em medicamentos, quedas ou falhas em equipamentos) e ajeite o que der errado rápido. Não adianta só anotar problemas: tem que investigar por que aconteceu, arrumar, provar que resolveu e avisar todo mundo para não repetir. É como um "checklist vivo" que nunca para de melhorar.
Como atender (passo a passo)
- Definir o que monitorar Liste os riscos reais do seu serviço (ex.: atraso na entrega de exames, dose errada de remédio, equipamento quebrado). Para cada um, crie um indicador simples (ex.: "número de exames atrasados por semana" ou "% de pacientes que caíram no corredor"). Use dados que já existem (planilhas, prontuários, reclamações).
- Coletar e analisar os dados Toda semana (ou mês), atualize os indicadores em uma planilha compartilhada ou sistema. Quando um número piorar (ex.: 3 quedas em um dia), pare tudo e investigue:
- O que aconteceu? (descrição do caso)
- Por que aconteceu? (causa-raiz: ex.: piso molhado + falta de sinalização)
- Como evitar? (ação: colar faixas antiderrapantes e treinar a limpeza).
- Agir e provar que resolveu Crie um plano de ação com:
- O quê: Ação concreta (ex.: "comprar 10 faixas antiderrapantes até sexta").
- Quem: Responsável (nome e cargo, não só "equipe").
- Quando: Data limite (ex.: "15/05").
- Como verificar: Evidência (ex.: foto das faixas coladas + registro de treinamento).
- Comunicar para todos Toda vez que um problema for resolvido (ou não!), avise as equipes envolvidas em:
- Reunião rápida (15 min) com slides ou print dos dados.
- E-mail ou grupo (WhatsApp/Teams) com resumo: "Ocorreu X, causado por Y, resolvemos com Z. Fiquem atentos a [dica]".
- Quadro físico (se tiver): cole post-its com alertas na sala de descanso.
- Revisar o processo A cada 3 meses, pergunte:
- Os indicadores estão ajudando a prevenir problemas?
- As ações resolveram de verdade? (ex.: as quedas diminuíram?)
- Precisamos monitorar algo novo? (ex.: reclamações sobre demora no atendimento).
O que auditor procura como evidência
- Planilha ou dashboard com indicadores atualizados (ex.: gráfico de eventos adversos por mês).
- Registros de investigação: Relatos de não conformidades com causa-raiz e plano de ação (pode ser um formulário simples ou documento no Google Docs).
- Provas de ações: Fotos, e-mails de compra de material, listas de presença em treinamentos, prints de sistemas corrigidos.
- Atas de reuniões onde os problemas foram discutidos (mesmo que informais, com data e participantes).
- Comunicações internas: Prints de grupos ou e-mails avisando sobre melhorias.
Erros comuns
- Monitorar só por monitorar: Anotar números sem agir (ex.: saber que 5 pacientes caíram, mas não investigar por quê).
- Culpar pessoas em vez de processos: Dizer "a fulana errou" sem perguntar por que ela errou (ex.: falta de treinamento, pressa, sistema confuso).
- Esconder problemas: Não registrar eventos adversos por medo de punição (a ANVISA quer transparência, não perfeição).
- Ações genéricas: Escrever "treinar a equipe" sem definir o quê, quando e como medir se deu certo.
Requisitos compostos desta cláusula
Monitoramento e melhoria — KPIs + auditoria + análise crítica
- Indicadores de segurança ativos (mín. 2 evidência)
- Auditoria de segurança do paciente (mín. 1 evidência)
- Análise crítica do PSP (mín. 1 evidência)
Artefatos sugeridos para evidência auditável
Tipos de documento, processo, registro ou indicador que tipicamente sustentam essa cláusula em auditoria. Cada um é gerado e rastreado dentro do facilita.ia.
| Tipo | Artefato | Por quê |
|---|---|---|
| Kpi | Indicadores de Segurança do Paciente | Monitora eventos adversos e não conformidades conforme critérios definidos. |
| W2H Plan | Plano de Ação para Melhoria Contínua | Estabelece ações de melhoria com base em análise de causa-raiz e priorização de riscos. |
| Document | Relatório de Monitoramento e Melhorias | Documenta e dissemina resultados do monitoramento e melhorias para as equipes envolvidas. |
| Audit | Auditoria Interna de Segurança do Paciente | Revisa periodicamente a eficácia dos processos de monitoramento e melhoria. |
| Non Conformity | Registro de Não Conformidades | Registra e analisa não conformidades para ações corretivas e preventivas. |
Como o facilita.ia aplica essa cláusula ao contexto da sua empresa
O Benjamin contextualiza esta orientação para a sua operação, cruza a evidência com outras normas via Cross Intelligence e mantém o rastreamento auditável.
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