ANVISA_RDC658 · Cláusula 5.2

Manutenção

Texto da norma

Implemente programa de manutenção preventiva e corretiva para todos os equipamentos críticos à qualidade, garantindo seu funcionamento conforme especificações técnicas e requisitos de BPF. Estabeleça cronogramas, procedimentos documentados e registros rastreáveis das intervenções realizadas, incluindo calibrações, ajustes e substituições de peças. Monitorar o desempenho dos equipamentos por meio de indicadores de disponibilidade, eficiência e conformidade com parâmetros operacionais definidos. Assegurar que as atividades de manutenção sejam executadas por pessoal qualificado e que não comprometam a integridade dos produtos ou processos. ANVISA_RDC658, cláusula 5.2 · texto integral oficial em ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
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O que isso quer dizer na prática?

A ANVISA exige que a empresa cuide dos equipamentos críticos (aqueles que, se falharem, podem estragar medicamentos ou colocar pacientes em risco) como se fossem carros de Fórmula 1: com revisões programadas, mecânicos treinados e registros de tudo o que foi feito. Não adianta só consertar quando quebrar — tem que prevenir, testar e provar que está tudo funcionando conforme o fabricante mandou.


Como atender (passo a passo)

  1. Listar os equipamentos críticos Fazer um inventário dos equipamentos que impactam diretamente a qualidade do medicamento (ex.: autoclaves, balanças de precisão, encapsuladoras). Se dúvida, pergunte: "Se esse equipamento falhar, o lote vai pro lixo ou o paciente corre risco?" Se sim, está na lista.
  2. Criar um plano de manutenção para cada um
    • Preventiva: Agendar revisões periódicas (ex.: trocar filtro da autoclave a cada 6 meses, lubrificar esteira a cada 3 meses).
    • Corretiva: Definir como agir quando quebrar (ex.: chamar técnico autorizado em até 2h, isolar o equipamento).
    • Calibração: Verificar se o equipamento está medindo certo (ex.: balança mostrando 100g quando é 100g mesmo).
    Incluir no plano: quem faz, quando faz, como registra e quem aprova.
  3. Treinamento e qualificação Garantir que só pessoas treinadas mexam nos equipamentos (ex.: técnico com certificado do fabricante para consertar a encapsuladora). Manter registro do treinamento (data, conteúdo, assinatura).
  4. Monitorar com indicadores simples Acompanhar:
    • Disponibilidade: "% de tempo que o equipamento está pronto para usar" (meta: >95%).
    • Eficiência: "Tempo gasto em manutenção vs. tempo produzindo" (ex.: não pode passar 10h/semana consertando a mesma máquina).
    • Conformidade: "Número de vezes que o equipamento passou nos testes de desempenho" (ex.: autoclave atingiu 121°C em 100% das validações).
  5. Registrar tudo Toda manutenção (preventiva, corretiva, calibração) deve ser documentada com:
    • Data, hora, equipamento, serviço realizado, peças trocadas, técnico responsável.
    • Assinatura de quem fez e de quem verificou.

O que auditor procura como evidência

  • Planilha ou sistema com cronograma de manutenção (ex.: "Autoclave X — trocar vedação em 15/05, responsável: João").
  • Ordens de serviço assinadas (fotos de antes/depois, laudos de calibração com selo do laboratório credenciado).
  • Relatórios de indicadores (ex.: gráfico mostrando que a disponibilidade da encapsuladora foi 98% no mês).
  • Registros de treinamento (ex.: certificado do curso "Manutenção em Balanças Analíticas" do técnico Carlos, válido até 2025).

Erros comuns

  • Deixar para consertar só quando quebrar: Equipamento crítico não pode falhar durante a produção. Exemplo: se a bomba de vácuo da liofilizadora parar no meio do lote, pode perder R$50 mil em produto.
  • Não testar depois da manutenção: Trocar a peça mas não verificar se o equipamento voltou a funcionar conforme especificação (ex.: ajustar temperatura da estufa mas não fazer teste com termômetro calibrado).
  • Usar "gambiarra": Colocar fita adesiva no sensor quebrado da balança "até chegar a peça". A ANVISA considera isso risco à qualidade — ou conserta direito ou tira de operação.

Artefatos sugeridos para evidência auditável

Tipos de documento, processo, registro ou indicador que tipicamente sustentam essa cláusula em auditoria. Cada um é gerado e rastreado dentro do facilita.ia.

TipoArtefatoPor quê
DocumentProcedimento de Manutenção Preventiva e CorretivaEstabelece cronogramas e procedimentos documentados para manutenção conforme a norma.
KpiIndicadores de Desempenho de EquipamentosMonitora a disponibilidade, eficiência e conformidade dos equipamentos críticos.
Business ProcessProcesso de Qualificação de Pessoal de ManutençãoGarante que as atividades de manutenção sejam executadas por pessoal qualificado.
EvidenceRegistros de Manutenção e CalibraçãoComprova as intervenções realizadas e a rastreabilidade das ações de manutenção.
Risk RegisterRegistro de Riscos de ManutençãoIdentifica e controla riscos associados à manutenção que possam comprometer a integridade dos produtos.

Como o facilita.ia aplica essa cláusula ao contexto da sua empresa

O Benjamin contextualiza esta orientação para a sua operação, cruza a evidência com outras normas via Cross Intelligence e mantém o rastreamento auditável.

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Aviso. Conteúdo educacional gerado pelo Benjamin (IA do facilita.ia) com base em ANVISA RDC 658/2022 · Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos. Não substitui leitura do texto oficial, parecer técnico de profissional registrado nem consultoria jurídica. A facilita.etc não é fiscal, organismo certificador nem autoridade competente. Em conformidade com art. 28 do CDC e Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), não prometemos resultado de fiscalização nem ausência de autuação.