Texto da norma
Identificar os perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde; avaliar os riscos ocupacionais; classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medidas de prevenção. Resulta no Inventário de Riscos. NR1, cláusula 1.5.5.1 · texto integral oficial em Ministério do Trabalho e Previdência / SEPRT.
O que isso quer dizer na prática?
A empresa precisa mapear todos os riscos que podem machucar ou adoecer os funcionários — desde um fio solto no chão até o estresse por meta apertada. Depois, avaliar quais são graves e exigem ação já (ex.: comprar EPI, treinar equipe) ou podem esperar. O resultado é uma lista organizada (o "inventário") que mostra: "Esse risco existe aqui, é perigoso assim, e vamos resolver assim".
Como atender (passo a passo)
- Reunir a galera que entende do processo Chame quem vive o dia a dia: o operador de máquina, a atendente do SAC, o motorista de entrega. Pergunte: "O que aqui pode te ferir, cansar ou deixar doente?". Anote tudo, mesmo que pareça bobo (ex.: cadeira que range, cliente que xinga).
- Classificar cada risco como "leve", "médio" ou "grave" Use uma tabela simples:
- Gravidade: O risco pode matar? (ex.: queda de altura) → grave. Só causa dor de cabeça? (ex.: tela piscando) → leve.
- Frequência: Acontece todo dia? (ex.: carregar caixa pesada) → prioridade alta.
- Decidir o que fazer e quem faz Para cada risco grave/médio, defina:
- Ação: Comprar luvas antiderrapantes, trocar iluminação, fazer pausa a cada 2h.
- Responsável + prazo: "João (RH) vai contratar fisioterapeuta até dia 15".
- Registrar tudo no "Inventário de Riscos" Crie uma planilha ou documento com:
- Local/riscos identificados (ex.: "Armazém — piso escorregadio").
- Classificação (grave/médio/leve).
- Ações e status ("pendente", "concluído").
- Revisar sempre que algo mudar Novo equipamento? Funcionário reclamando de dor nas costas? Atualize o inventário.
O que auditor procura como evidência
- Planilha ou relatório do inventário (com riscos, classificações e ações).
- Fotos ou laudos de antes/depois (ex.: fiação desorganizada → organizada).
- Registros de treinamentos (ex.: lista de presença em palestra sobre ergonomia).
- E-mails ou ordens de serviço comprovando que as ações foram feitas (ex.: nota fiscal de compra de EPIs).
Erros comuns
- Fazer sozinho no escritório: Inventário sem ouvir quem trabalha no chão de fábrica ou no campo não vale. O auditor vai perguntar: "Você conversou com o pessoal da produção?".
- Deixar ação sem dono ou prazo: Anotar "melhorar ventilação" sem dizer quem ou quando é o mesmo que não fazer nada.
- Esquecer dos riscos "invisíveis": Estresse, assédio, jornada exaustiva também são riscos ocupacionais. Não é só sobre machucado físico.
Artefatos sugeridos para evidência auditável
Tipos de documento, processo, registro ou indicador que tipicamente sustentam essa cláusula em auditoria. Cada um é gerado e rastreado dentro do facilita.ia.
| Tipo | Artefato | Por quê |
|---|---|---|
| Risk Register | Registro de Riscos Ocupacionais | Centraliza a identificação e classificação dos riscos ocupacionais conforme exigido. |
| Business Process | Processo de Identificação de Perigos | Descreve o fluxo para identificar perigos e avaliar riscos ocupacionais. |
| Kpi | Indicador de Riscos Identificados | Monitora a quantidade de riscos identificados e classificados. |
| Audit | Auditoria de Segurança Ocupacional | Verifica a conformidade com a identificação e avaliação de riscos ocupacionais. |
Como o facilita.ia aplica essa cláusula ao contexto da sua empresa
O Benjamin contextualiza esta orientação para a sua operação, cruza a evidência com outras normas via Cross Intelligence e mantém o rastreamento auditável.
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