NR1 · Cláusula 1.5

Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)

Texto da norma

Implemente e mantenha um **Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)** estruturado, abrangendo a identificação de perigos, a avaliação de riscos e a definição de medidas de controle compatíveis com a gravidade e a exposição. Estabeleça procedimentos para **eliminar, substituir ou mitigar** riscos, priorizando ações preventivas e adotando controles administrativos ou equipamentos de proteção coletiva (EPC) e individual (EPI) quando necessário. Monitore periodicamente a eficácia das medidas adotadas, revisando o GRO sempre que ocorrerem mudanças nos processos, nas atividades, nos equipamentos ou após eventos de acidentes, incidentes ou não conformidades. Documente e registre todas as etapas do processo, incluindo responsabilidades, prazos e evidências das ações implementadas, assegurando rastreabilidade e conformidade legal. NR1, cláusula 1.5 · texto integral oficial em Ministério do Trabalho e Previdência / SEPRT.
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O que isso quer dizer na prática?

A empresa precisa mapear todos os riscos que podem machucar ou adoecer os funcionários (ex.: escorregar no piso molhado, dor nas costas por levantar peso, estresse por meta apertada). Depois, deve agir para eliminar ou reduzir esses riscos — seja mudando o processo, comprando equipamento de proteção ou treinando a equipe. Por fim, é preciso checar se as ações deram certo e registrar tudo para provar que fez a lição de casa.


Como atender (passo a passo)

  1. Listar os perigos Reúna líderes de cada área (operacional, comercial, RH) para identificar tudo que pode dar errado no trabalho deles. Exemplos:
    • Operações: máquina sem proteção, produto químico sem rótulo.
    • Comercial: funcionário dirigindo sem cinto, mochila pesada para levar amostras.
    • RH: cadeira quebrada, jornada excessiva causando fadiga.
  2. Avaliar a gravidade e a chance de acontecer Para cada risco, pergunte:
    • Quão grave? (ex.: corte no dedo vs. queda de altura com fratura).
    • Quão frequente? (raro, eventual ou todo dia?).
    Use uma tabela simples (ex.: "baixo/médio/alto") para priorizar.
  3. Definir ações — nessa ordem
    • Eliminar: Remover o risco (ex.: trocar produto tóxico por atóxico).
    • Substituir: Usar alternativa menos perigosa (ex.: escada com corrimão em vez de banco).
    • Proteger: Colocar EPC (ex.: grade em máquina) ou EPI (ex.: luva, óculos).
    • Treinar: Ensine a equipe a evitar o risco (ex.: como erguer caixa sem machucar as costas).
    Dica: Anote quem faz, prazo e como verificar se deu certo.
  4. Monitorar e ajustar
    • Faça inspeções mensais (ex.: verificar se as luvas estão sendo usadas).
    • Após qualquer acidente ou mudança (nova máquina, novo processo), reavalie os riscos.
    • Registre tudo em uma planilha ou sistema (ex.: "Riscos X — Ação Y — Responsável Z — Prazo W").
  5. Documentar tudo Guarde:
    • Lista de riscos identificados.
    • Fotos ou relatórios das ações (ex.: antes/depois da proteção na máquina).
    • Treinamentos realizados (assinar lista de presença).
    • Registros de inspeções e não conformidades.

O que auditor procura como evidência

  • Planilha ou relatório de riscos (com colunas: perigo, avaliação, ação, responsável, prazo, status).
  • Fotos ou laudos comprovando melhorias (ex.: máquina com proteção instalada).
  • Registros de treinamentos (assina quem participou, data, tema).
  • Atas de reuniões onde riscos foram discutidos (ex.: "Reunião de SST — 10/05 — Decidido comprar EPI para equipe de logística").
  • Relatórios de inspeções ou auditorias internas (ex.: "Checklist de EPIs — Setor Produção — 90% de conformidade").

Erros comuns

  • Fazer só no papel: Identificar riscos mas não agir (ex.: anotou "piso escorregadio" há 6 meses e ninguém consertou).
  • Esquecer de áreas "invisíveis": Focar só na produção e ignorar riscos no administrativo (ex.: ergonomia, estresse).
  • Não envolver quem faz o trabalho: Líderes definem ações sem ouvir a equipe que enfrenta o risco no dia a dia.
  • Deixar registros incompletos: Anotar a ação mas não colocar data, responsável ou evidência de que foi feita.

Requisitos compostos desta cláusula

GRO — programa, inventário e plano de ação

  • Programa GRO formalizado (mín. 1 evidência)
  • Inventário de riscos ocupacionais (mín. 1 evidência)
  • Plano de ação para mitigação (mín. 1 evidência)

Artefatos sugeridos para evidência auditável

Tipos de documento, processo, registro ou indicador que tipicamente sustentam essa cláusula em auditoria. Cada um é gerado e rastreado dentro do facilita.ia.

TipoArtefatoPor quê
DocumentProcedimento de Gerenciamento de Riscos OcupacionaisEstabelece os passos para identificação, avaliação e controle de riscos ocupacionais.
Risk RegisterRegistro de Riscos OcupacionaisDocumenta e monitora os riscos identificados e as medidas de controle implementadas.
AuditAuditoria de Segurança e Saúde OcupacionalVerifica a eficácia das medidas de controle e a conformidade com a NR-1.
KpiIndicadores de Eficácia das Medidas de ControleAcompanha a eficácia das medidas de controle implementadas para mitigar riscos ocupacionais.
Non ConformityRegistro de Não Conformidades em Segurança OcupacionalDocumenta e gerencia não conformidades relacionadas à segurança ocupacional para ações corretivas.

Como o facilita.ia aplica essa cláusula ao contexto da sua empresa

O Benjamin contextualiza esta orientação para a sua operação, cruza a evidência com outras normas via Cross Intelligence e mantém o rastreamento auditável.

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Aviso. Conteúdo educacional gerado pelo Benjamin (IA do facilita.ia) com base em NR-1 · Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Não substitui leitura do texto oficial, parecer técnico de profissional registrado nem consultoria jurídica. A facilita.etc não é fiscal, organismo certificador nem autoridade competente. Em conformidade com art. 28 do CDC e Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), não prometemos resultado de fiscalização nem ausência de autuação.