NR1 · Cláusula 1.8

Acompanhamento de acidentes e doenças do trabalho

Texto da norma

Investigar e registrar sistematicamente todos os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais e incidentes com potencial lesivo, identificando causas imediatas e raiz. Estabelecer e implementar medidas corretivas e preventivas para eliminar ou mitigar riscos recorrentes, com prazos definidos e responsáveis designados. Manter atualizado o histórico de ocorrências, incluindo exames médicos, laudos técnicos e ações adotadas, garantindo rastreabilidade e acesso às partes interessadas. Monitorar a eficácia das ações implementadas por meio de indicadores de segurança e saúde, revisando periodicamente os procedimentos de acompanhamento. NR1, cláusula 1.8 · texto integral oficial em Ministério do Trabalho e Previdência / SEPRT.
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O que isso quer dizer na prática?

Se um funcionário se machuca no trabalho (ex.: torcer o pé escorregando no piso molhado) ou adoece por causa da rotina (ex.: dor nas costas de ficar sentado o dia todo), a empresa precisa investigar o que aconteceu, anotar tudo e corrigir o problema para evitar que repita. Não adianta só socorrer na hora: tem que descobrir a causa real (ex.: piso sem sinalização de "cuidado, molhado" ou cadeira errada) e provar que resolveu. Se não fizer isso, a empresa pode ser multada e, pior, mais gente pode se ferir.


Como atender (passo a passo)

  1. Registrar TUDO na hora
    • Qualquer acidente (mesmo pequeno), doença ligada ao trabalho ou "quase acidente" (ex.: alguém quase cai da escada) deve ser anotado em um formulário padrão (pode ser digital ou físico). Inclua:
    • Data, local, nome do envolvido, testemunhas.
    • Descrição do que aconteceu (sem achismos).
    • Fotos do local (se aplicável).
  2. Investigar a causa de verdade
    • Reúna o líder da área, o funcionário envolvido e o SESMT/CIPA (se tiver) para responder:
    • Por que aconteceu? (Ex.: piso molhado sem placa → causa imediata).
    • Por que o piso estava molhado? (Ex.: limpeza feita sem avisar → causa raiz).
    • Use ferramentas simples como "5 Porquês" (perguntar "por quê?" até chegar na origem).
  3. Definir ações com prazo e responsável
    • Para cada causa encontrada, crie uma tarefa clara:
    • Exemplo: "Comprar 10 placas de ‘Piso Molhado’ até sexta (Responsável: João do Almoxarifado)".
    • "Treinar equipe de limpeza sobre sinalização até dia 20 (Responsável: Maria do RH)".
    • Nada de "vamos melhorar" vago — tem que ter nome, data e o que será feito.
  4. Guardar tudo organizado
    • Junte no prontuário do funcionário (ou sistema de SST):
    • Formulário do acidente.
    • Laudos médicos (ex.: atestado, exame de coluna).
    • Fotos, e-mails ou prints de ações tomadas (ex.: comprovante de compra das placas).
    • Relatórios de reuniões sobre o caso.
  5. Verificar se resolveu
    • Após 30/60 dias, confira se:
    • O problema parou de acontecer (ex.: ninguém mais escorregou).
    • As ações foram feitas (ex.: placas estão no lugar, treinamento ocorreu).
    • Anote essa checagem em uma planilha de indicadores (ex.: "Acidentes por escorregão: 3 em jan → 0 em mar").

O que auditor procura como evidência

  • Registros completos: Formulários de acidente preenchidos (com assinaturas) e fotos/laudos anexados.
  • Planos de ação: Documento (ou e-mail) com tarefas, prazos e responsáveis nomeados.
  • Comprovação de execução: Notas fiscais (ex.: compra de EPIs), listas de presença em treinamentos, fotos "depois" (ex.: área reformada).
  • Indicadores: Gráfico ou tabela mostrando redução de ocorrências (ex.: "Incidentes com escada: 5 em 2023 → 1 em 2024").

Erros comuns

  • Achar que "acidente pequeno não precisa registrar": Até um corte de papel precisa de investigação. Auditores veem isso como descaso.
  • Investigar só a "ponta do iceberg": Parar na causa imediata (ex.: "o funcionário não usou luva") sem perguntar por que ele não usou (ex.: luva rasgada, falta de treinamento).
  • Esquecer de fechar o ciclo: Fazer a ação corretiva (ex.: comprar luva nova) mas não checar se resolveu ou documentar a solução.

Requisitos compostos desta cláusula

Acidentes — comunicação CAT + análise causa-raiz

  • Eventos adversos / acidentes registrados (mín. 1 evidência)
  • Análise de causa-raiz (Ishikawa, 5 Porquês) (mín. 1 evidência)

Artefatos sugeridos para evidência auditável

Tipos de documento, processo, registro ou indicador que tipicamente sustentam essa cláusula em auditoria. Cada um é gerado e rastreado dentro do facilita.ia.

TipoArtefatoPor quê
DocumentProcedimento de Investigação de AcidentesEstabelece método padronizado para investigar e registrar acidentes e doenças ocupacionais.
Non ConformityRegistro de Não Conformidades de SegurançaDocumenta incidentes e ações corretivas para mitigar riscos recorrentes.
KpiIndicadores de Segurança e Saúde OcupacionalMonitora a eficácia das ações implementadas por meio de métricas de segurança.
W2H PlanPlano de Ação para Melhorias em SegurançaDefine responsáveis e prazos para ações corretivas e preventivas.
AuditAuditoria Interna de Segurança do TrabalhoVerifica a conformidade e a eficácia dos procedimentos de acompanhamento de acidentes.

Como o facilita.ia aplica essa cláusula ao contexto da sua empresa

O Benjamin contextualiza esta orientação para a sua operação, cruza a evidência com outras normas via Cross Intelligence e mantém o rastreamento auditável.

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Aviso. Conteúdo educacional gerado pelo Benjamin (IA do facilita.ia) com base em NR-1 · Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Não substitui leitura do texto oficial, parecer técnico de profissional registrado nem consultoria jurídica. A facilita.etc não é fiscal, organismo certificador nem autoridade competente. Em conformidade com art. 28 do CDC e Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), não prometemos resultado de fiscalização nem ausência de autuação.