Texto da norma
A organização deve implementar por estabelecimento o gerenciamento de riscos ocupacionais em suas atividades. O GRO deve contemplar os riscos ocupacionais decorrentes dos locais de trabalho e das funções exercidas. NR1, cláusula 1.5.1 · texto integral oficial em Ministério do Trabalho e Previdência / SEPRT.
O que isso quer dizer na prática?
A empresa precisa mapear e controlar tudo o que pode machucar ou adoecer os funcionários — desde um fio solto no escritório até o estresse de vender com meta. Não adianta só ter EPI: tem que identificar o risco, avaliar se é grave e agir para reduzir ou eliminar. Isso vale para todos os setores, do estoque ao financeiro.
Como atender (passo a passo)
- Listar os riscos por área Reunir líderes de cada time (ex: comercial, logística, TI) para anotar:
- Riscos físicos (ex: escada sem corrimão, tela de computador que causa dor de cabeça).
- Riscos ergonômicos (ex: cadeira ruim, repetir o mesmo movimento no caixa).
- Riscos psicológicos (ex: pressão por vendas, jornada exaustiva).
- Classificar por gravidade Usar uma tabela simples (ex: "baixo/médio/alto risco") para priorizar. Exemplo:
- Alto: Máquina sem proteção → pode cortar um dedo.
- Médio: Barulho constante no almoxarifado → pode causar surdez a longo prazo.
- Baixo: Piso escorregadio na cozinha → tropeço sem lesão grave.
- Criar plano de ação com responsáveis Para cada risco, definir:
- O que fazer (ex: comprar protetor auricular, trocar cadeiras).
- Quem faz (ex: RH compra EPI, manutenção conserta a escada).
- Prazo (ex: até sexta-feira, até o próximo mês).
- Treinar as equipes Explicar para os funcionários:
- Quais são os riscos delas (ex: "se você fica 8h digitando, pode ter tendinite").
- Como se proteger (ex: fazer pausas, usar luva ao carregar caixa).
- Revisar todo ano (ou quando mudar algo) Se abrir uma nova filial, comprar máquina nova ou contratar mais gente, reavaliar os riscos.
O que auditor procura como evidência
- Documento assinado com a lista de riscos por setor (mesmo que seja uma planilha simples).
- Fotos ou laudos comprovando ações (ex: antes/depois da proteção na máquina, atestado de treinamento).
- Registros de reuniões onde os riscos foram discutidos (pode ser ata no Teams ou e-mail com resumo).
- Comprovantes de compra de EPIs ou melhorias (nota fiscal de protetor auricular, orçamento de reforma).
Erros comuns
- Fazer só no papel: Anotar riscos, mas não agir (ex: saber que o ar-condicionado quebra todo mês e não consertar).
- Esquecer dos riscos "invisíveis": Focar só em máquina perigosa e ignorar estresse, assédio ou jornada abusiva.
- Deixar o RH sozinho: O GRO é responsabilidade de todos — o líder de vendas também deve reportar se a equipe está sobrecarregada.
Artefatos sugeridos para evidência auditável
Tipos de documento, processo, registro ou indicador que tipicamente sustentam essa cláusula em auditoria. Cada um é gerado e rastreado dentro do facilita.ia.
| Tipo | Artefato | Por quê |
|---|---|---|
| Document | Procedimento de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais | Estabelece diretrizes para identificação e controle de riscos ocupacionais por estabelecimento. |
| Risk Register | Registro de Riscos Ocupacionais | Documenta e monitora os riscos ocupacionais identificados em cada local de trabalho. |
| Business Process | Fluxo de Identificação de Riscos por Função | Mapeia o processo de identificação de riscos ocupacionais decorrentes das funções exercidas. |
| Audit | Auditoria Interna de Segurança Ocupacional | Verifica a conformidade do GRO implementado em cada estabelecimento. |
| Kpi | Indicador de Conformidade do GRO | Monitora a eficácia do gerenciamento de riscos ocupacionais em cada local de trabalho. |
Como o facilita.ia aplica essa cláusula ao contexto da sua empresa
O Benjamin contextualiza esta orientação para a sua operação, cruza a evidência com outras normas via Cross Intelligence e mantém o rastreamento auditável.
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