Texto da norma
Fase de identificação dos perigos (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, acidentes) e avaliação dos riscos ocupacionais, classificando-os conforme probabilidade e severidade. NR1, cláusula 1.5.5 · texto integral oficial em Ministério do Trabalho e Previdência / SEPRT.
O que isso quer dizer na prática?
A empresa precisa mapear tudo o que pode machucar ou adoecer os funcionários no trabalho — desde um fio solto que pode causar tropeço até o estresse por meta muito alta. Depois, é preciso classificar cada risco (ex.: "quase nunca acontece, mas se acontecer é grave" ou "acontece todo dia, mas é leve"). Assim, a gente prioriza o que resolver primeiro.
Como atender (passo a passo)
- Fazer um "raio-X" dos riscos por área Reunir líderes de cada setor (ex.: RH, logística, TI) para listar perigos específicos do dia a dia. Exemplos:
- Comercial: Viagens constantes → risco de acidente de carro.
- Operações: Movimentar caixas pesadas → dor nas costas.
- Home office: Cadeira ruim → lesão por postura.
- Classificar cada risco em duas dimensões
- Probabilidade: "Isso acontece todo dia?", "É raro?" (use notas de 1 a 5).
- Severidade: "Se acontecer, é um arranhão ou uma morte?" (nota 1 a 5 também).
- Definir ações para os riscos mais críticos Para cada risco com nota alta (ex.: probabilidade 4 + severidade 5), criar um plano com:
- O que fazer (ex.: treinar equipe, comprar EPI, trocar mobília).
- Quem é o responsável.
- Prazo (ex.: "até sexta-feira").
- Registrar tudo em um documento simples Pode ser uma planilha ou sistema, mas precisa ter:
- Data da análise.
- Riscos identificados.
- Classificação (probabilidade x severidade).
- Ações decididas.
- Revisar pelo menos uma vez por ano (ou quando algo muda) Ex.: Se a empresa mudou de endereço ou contratou 20 pessoas, refazer a análise.
O que auditor procura como evidência
- Planilha ou relatório com a lista de riscos por área, classificados e com ações.
- Fotos ou checklists de inspeções de segurança (ex.: extintores, fiação, ergonomia).
- Atas de reunião onde os riscos foram discutidos (com data e participantes).
- Comprovantes de ações (ex.: nota fiscal de cadeira ergonômica, certificado de treinamento).
Erros comuns
- Fazer de qualquer jeito só para "ter o papel": Auditor percebe quando a análise é genérica (ex.: "risco de queda" sem especificar onde ou como evitar).
- Esquecer dos riscos invisíveis: Estresse, assédio ou jornada excessiva também são riscos ocupacionais.
- Não envolver quem faz o trabalho: O líder de TI pode não saber que o técnico sofre com dor no punho por usar mouse ruim. Pergunte para a equipe!
Requisitos compostos desta cláusula
Identificação de perigos exige inventário + avaliação
- Inventário de perigos (mín. 1 evidência)
- Avaliação dos riscos (matriz) (mín. 1 evidência)
Artefatos sugeridos para evidência auditável
Tipos de documento, processo, registro ou indicador que tipicamente sustentam essa cláusula em auditoria. Cada um é gerado e rastreado dentro do facilita.ia.
| Tipo | Artefato | Por quê |
|---|---|---|
| Risk Register | Registro de Riscos Ocupacionais | Documenta e classifica os riscos conforme probabilidade e severidade, conforme exigido pela cláusula. |
| Business Process | Processo de Identificação de Perigos | Descreve o fluxo para identificação de perigos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e acidentes. |
| Kpi | Indicador de Riscos Identificados vs. Mitigados | Monitora a eficácia da identificação e mitigação de riscos ocupacionais. |
Como o facilita.ia aplica essa cláusula ao contexto da sua empresa
O Benjamin contextualiza esta orientação para a sua operação, cruza a evidência com outras normas via Cross Intelligence e mantém o rastreamento auditável.
Diagnóstico RH gratuito Calculadora de exposição