Texto da norma
O GRO deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Deve constituir plano único ou ser implementado por unidade operacional, setor ou atividade. NR1, cláusula 1.5.2 · texto integral oficial em Ministério do Trabalho e Previdência / SEPRT.
O que isso quer dizer na prática?
A norma exige que a empresa tenha um plano claro para identificar e controlar riscos que podem machucar funcionários ou causar doenças (como quedas, ergonomia ruim ou estresse). Esse plano pode ser único para toda a empresa ou um específico para cada área (ex.: fábrica, escritório, equipe de campo). O importante é que todos saibam quais são os riscos do seu trabalho e como se proteger.
Como atender (passo a passo)
- Mapear os riscos por área Listar os perigos reais de cada setor. Ex.: RH (ergonomia em home office), Comercial (deslocamento em viagens), Operações (máquinas, ruído).
- Criar um documento (PGR) ou adaptar planos existentes Juntar tudo em um Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) — pode ser um arquivo único ou um por equipe. Incluir: quais são os riscos, quem pode se machucar, como evitar e quem é responsável.
- Definir ações concretas e prazos Ex.: "Até sexta, comprar luvas antiderrapantes para a equipe de logística", "Treinar vendedores sobre direção defensiva no próximo mês".
- Envolver as equipes Reunir líderes e funcionários para validar os riscos e soluções. Anotar quem participou (data, nomes, assinaturas).
- Manter o plano vivo Revisar o PGR pelo menos uma vez por ano ou sempre que mudar processos, equipamentos ou leis.
O que auditor procura como evidência
- Documento do PGR (mesmo que simples, com riscos, ações e responsáveis).
- Registros de treinamentos (listas de presença, fotos de simulações de emergência).
- Comprovantes de ações (notas fiscais de EPIs comprados, e-mails de comunicação interna sobre riscos).
- Atas de reuniões onde o tema foi discutido (ex.: "Reunião de segurança da equipe de campo — 10/05/2024").
Erros comuns
- Fazer um plano genérico: Copiar um modelo da internet sem adaptar aos riscos reais da empresa (ex.: incluir "radiação" se ninguém lida com isso).
- Deixar o PGR na gaveta: Criar o documento e esquecer — o auditor quer ver ações em andamento (ex.: "Compramos os óculos de proteção, mas ninguém usa").
- Esquecer de envolver quem faz o trabalho: Líderes definem sozinhos os riscos sem ouvir a equipe que está na linha de frente.
Artefatos sugeridos para evidência auditável
Tipos de documento, processo, registro ou indicador que tipicamente sustentam essa cláusula em auditoria. Cada um é gerado e rastreado dentro do facilita.ia.
| Tipo | Artefato | Por quê |
|---|---|---|
| Document | Procedimento de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais | Estabelece diretrizes para implementação do PGR por unidade operacional, setor ou atividade. |
| Risk Register | Registro de Riscos Ocupacionais | Documenta e monitora os riscos ocupacionais identificados em cada unidade operacional. |
| Business Process | Fluxo de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais | Define o processo único ou por setor para gerenciamento de riscos ocupacionais. |
| Audit | Auditoria Interna do PGR | Verifica a conformidade e eficácia do Programa de Gerenciamento de Riscos em cada setor. |
Como o facilita.ia aplica essa cláusula ao contexto da sua empresa
O Benjamin contextualiza esta orientação para a sua operação, cruza a evidência com outras normas via Cross Intelligence e mantém o rastreamento auditável.
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